Técnico justifica substituições, fala em desgaste físico do elenco e projeta ajustes às vésperas do clássico Re-Pa.

Nem mesmo a vitória convincente foi suficiente para esfriar o debate. Após o triunfo do Remo por 3 a 0 sobre o Águia de Marabá, na noite desta quinta-feira (5), pelo Campeonato Paraense, o técnico Juan Carlos Osorio aproveitou a entrevista coletiva para rebater as críticas que recebeu pelas substituições realizadas nas últimas partidas e deixou claro que suas decisões vão além do olhar da arquibancada.
Questionado sobre as mudanças feitas durante os jogos, especialmente após o empate contra o Mirassol, o treinador colombiano foi direto ao explicar sua postura. Segundo ele, o comando da equipe exige uma visão estratégica e física, diferente da emoção do torcedor.
“Eu vejo o que o torcedor vê, mas não posso pensar como o torcedor. Tenho um elenco largo e quero reduzir. Todos precisam ter oportunidade. Preferi proteger atletas que ainda não estão no topo físico, mas vão estar”, afirmou.
Apesar de comentar brevemente o desempenho diante do Águia, Osorio concentrou suas respostas na gestão do elenco e no controle de carga dos jogadores. Para o treinador, a queda de rendimento em determinados momentos das partidas está diretamente ligada ao desgaste físico, e não apenas às escolhas táticas.
“Controlamos o jogo com o melhor onze, mas perdemos o controle pela parte física. O Manga, por exemplo, vinha de quatro meses sem jogar uma partida inteira. Fez muitos sprints, é normal cansar. É preciso cuidar para não machucar”, explicou.
O técnico também comentou as alterações feitas no segundo tempo do duelo válido pela Série A do Campeonato Brasileiro e citou a adaptação de atletas que ainda buscam ritmo ideal. Segundo Osorio, jogadores como Vitor Bueno e Zé Ricardo enfrentam dificuldades naturais após virem de ligas com menor intensidade, o que exige paciência no processo de ajuste.
Além disso, ele revelou situações pontuais que influenciaram as decisões à beira do campo, como o desconforto físico de Leonel Picco, que optou por se preservar.
“Quis dar oportunidade para Catarozzi e Zé Welison, que vão contribuir com o time”, completou.
Com o ambiente ainda em ebulição, o Remo agora volta suas atenções para o clássico contra o Paysandu, marcado para este domingo (8), às 17h, no Mangueirão. O Re-Pa surge como mais um teste decisivo para Osorio, que tenta equilibrar resultado imediato, gestão de elenco e a pressão crescente da torcida azulina.






