
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) acatou a denúncia apresentada contra o América-MG e o jogador Miguelito por um caso de injúria racial ocorrido durante partida válida pela 6° rodada do Campeonato Brasileiro Série B contra o Operário. O julgamento foi marcado para a próxima sexta-feira (10), e tanto o clube mineiro quanto o atleta boliviano poderão sofrer punições severas, caso sejam considerados culpados.
O episódio ocorreu em 17 de abril, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, durante a vitória do América-MG por 2 a 0. Na ocasião, Miguelito acusou um jogador adversário de proferir insultos de cunho racial. Após denúncia formal do Athletico, a Procuradoria do STJD analisou o caso e decidiu oferecer denúncia com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ofensas discriminatórias.
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Válido ressaltar que o América-MG publicou uma nota sobre o o crime ontem (05) em sua redes sociais onde estava escrito:
O atleta Miguel Terceros, acusado de injúria racial durante a partida do último domingo (4), contra o Operário, em Ponta Grossa, no Paraná, prestou depoimento e os esclarecimentos necessários junto à autoridade policial, negando a prática do delito, e retorna ainda hoje para Belo Horizonte.
O América confia na palavra de seu atleta e está oferecendo todo o suporte para auxiliá-lo neste caso.
O Clube reafirma seu compromisso inabalável no combate ao racismo. Esses valores são inegociáveis, e o América Futebol Clube repudia veementemente qualquer ato de preconceito e discriminação.
O América-MG foi denunciado por responsabilidade objetiva, conforme o artigo 191 do CBJD, e pode ser punido com multa e até perda de pontos na competição. Já Miguelito também foi incluído no processo e responderá por possível conduta incompatível com o regulamento, após supostamente ter feito proferido palavras racistas para o jogador Allano — o que poderá implicar em advertência ou suspensão.
Ambos foram notificados oficialmente e devem apresentar suas defesas no julgamento desta semana. O caso reacende o debate sobre o racismo no futebol brasileiro e os mecanismos de combate à discriminação.