Pênalti convertido por Paulo Rangel no apagar das luzes garante a primeira vitória da Águia Guerreira, encerra jejum da Lusa e acaba com a invencibilidade bicolor no estadual.

A Tuna Luso fez valer a lei do ex, contou com o VAR e saiu de campo celebrando uma vitória de peso sobre o Paysandu. Na tarde desta quarta-feira (4), no Estádio Estrelão, em Augusto Corrêa, a Águia Guerreira venceu o Papão por 1 a 0, pela terceira rodada do Campeonato Paraense de 2026, respirou no estadual e deixou o rival bicolor com a primeira derrota da temporada.
O confronto foi equilibrado do início ao fim. No primeiro tempo, as duas equipes criaram oportunidades, mas esbarraram nas boas atuações defensivas. O Paysandu tentou principalmente com Ítalo e Kleiton Pego, exigindo intervenções importantes do goleiro Vinícius. Do outro lado, a Tuna apostou nas bolas paradas e nas jogadas aéreas, mantendo o jogo aberto, porém sem alterar o placar antes do intervalo.
Na etapa final, o duelo seguiu truncado, com muita disputa no meio-campo e poucas brechas. Quando tudo indicava um empate sem gols, o roteiro mudou nos acréscimos. Aos 49 minutos, após revisão do VAR, a arbitragem assinalou pênalti para a Tuna Luso. Coube a Paulo Rangel, recém-contratado e velho conhecido da torcida bicolor, assumir a responsabilidade. Com frieza, o atacante bateu no canto esquerdo de Jean Drosny e decretou a vitória da Águia do Souza, para explosão dos torcedores presentes no Estrelão.
O resultado tem peso direto na tabela e no clima das equipes. A Tuna Luso encerra a sequência de duas derrotas, conquista sua primeira vitória no Parazão 2026 e ganha fôlego após um início turbulento. Já o Paysandu vê a invencibilidade cair justamente diante de um rival tradicional e chega para o clássico RexPa, no fim de semana, pressionado e com o alerta ligado no estadual.
Em Augusto Corrêa, foi fim de papo e quem sorriu foi a Tuna, deixando o Papão engasgado com um golpe tardio, dolorido e inesquecível.






