Tonhão afirma que perda de pontos em casa é inaceitável, critica oscilações do time e aponta o Re-Pa como teste decisivo para o técnico azulino.

A temporada ainda engatinha, mas o clima no Remo já é de cobrança intensa. Após o empate em 2 a 2 com o Mirassol, na última quarta-feira (4), no Mangueirão, o presidente azulino Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, deixou claro que o técnico Juan Carlos Osorio está sob avaliação e que resultados como o da rodada não podem se repetir.
O Leão Azul chegou a construir uma vantagem confortável no primeiro tempo, abrindo dois gols de diferença, mas voltou irreconhecível após o intervalo. A queda de rendimento permitiu a reação da equipe paulista e frustrou a torcida presente no estádio. Para o mandatário do clube, o cenário acende um alerta imediato.
“Todo técnico fica na corda bamba quando não consegue resultados positivos. O Remo não pode perder pontos dentro de casa como aconteceu hoje”, declarou Tonhão, em tom direto, após o apito final.
Internamente, a condução de Osorio tem sido alvo de questionamentos. O treinador colombiano tem adotado uma postura de constantes mudanças, tanto nas escalações quanto no decorrer das partidas, o que, na avaliação da diretoria, tem afetado a consistência da equipe. A instabilidade ficou evidente não apenas contra o Mirassol, mas também no duelo diante do Vitória, pela Série A, quando o Remo apresentou comportamento semelhante: bom início e forte queda no segundo tempo.
No jogo mais recente, as alterações promovidas por Osorio mudaram o desenho tático do time. A equipe abandonou o esquema com três zagueiros e alas, que garantia maior proteção defensiva, e passou a atuar com uma linha de quatro atrás. Além disso, substituições com atletas de menor intensidade comprometeram a marcação e reduziram a capacidade de reação do Remo, especialmente na reta final da partida.
Diante desse contexto, o próximo compromisso ganha contornos decisivos. No domingo (8), o Leão Azul enfrenta o Paysandu no primeiro Re-Pa da temporada, pela quarta rodada do Campeonato Paraense. O clássico é tratado internamente como um divisor de águas, tanto para o futuro de Osorio quanto para a definição do elenco.
O próprio treinador já sinalizou que o confronto deve representar um “ponto final” no processo de ajustes e cortes no grupo. Em um ambiente de pressão crescente, o Re-Pa surge como mais do que um clássico: é uma prova de fogo para a continuidade do projeto azulino em 2026.






