COP30

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Indígenas protestam no Tapajós e cobram o fim da Ferrogrão durante a Cúpula do Clima

Enquanto líderes mundiais discutem o clima em Belém, mais de 300 indígenas e aliados realizaram o 8º Grito Ancestral no rio Tapajós, em Santarém (PA), nesta sexta-feira (7). A ação pacífica ocorreu no Território Tupinambá, dentro da Resex Tapajós-Arapiuns, e denunciou os impactos das hidrovias do Arco Norte e do projeto da Ferrogrão (EF-170) sobre os povos e ecossistemas amazônicos.

Coletivo Apoena Audiovisual / Imagens de drone: Comunicação MTST

Na semana anterior, representantes do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) entregaram um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com reivindicações prioritárias, como a demarcação de terras indígenas, a criação de um Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e uma Coordenadoria Regional da FUNAI em Santarém.

As lideranças afirmam que o Tapajós vem sendo transformado em um corredor de exportação de grãos, colocando em risco o rio, a pesca e a vida comunitária. O ato também criticou a retomada da Ferrogrão após a COP30, considerada uma contradição frente aos compromissos climáticos do governo federal.

Durante a mobilização, o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) reforçou demandas pela demarcação de terras, criação de um DSEI próprio e de uma Coordenadoria Regional da FUNAI em Santarém.

O protesto marcou ainda a saída da Caravana da Resposta, que segue de Santarém a Belém levando mensagens de resistência e defesa dos rios e territórios amazônicos à COP30.

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